domingo, 2 de maio de 2010

Resenha: Criando e Implementando um Modelo para a Simulação de Operações Logísticas


O artigo recomenda um modelo de jogo capaz de simular as principais operações logísticas existentes dentro de em uma cadeia de suprimentos, por conta da necessidade de criar ferramenta simples, comparativa entre os principais modelos de referência em logística empresarial existentes a respeito sobre as melhores práticas à tomada de decisões logísticas.

Este trabalho é modela e desenvolve um ambiente baseado em um jogo computacional que simule alguns dos principais aspectos que regem a gestão de uma cadeia de suprimentos. A escolha da logística como tema se dá-se pelo fato desta ser vital para as empresas sob qualquer perspectiva que se adote, sejam custos, valor aos clientes ou importância estratégica para a missão da organização.A logística envolve a integração de informações, transporte, estoque, armazenamento, manuseio de materiais, etc. Atividades que oferecem ampla variedade de tarefas que, combinadas, tornam o seu gerenciamento integrado um verdadeiro desafio.

Os jogos, portanto, como ferramenta de apoio às decisões logísticas, tendem a crescer ainda mais em importância e a ocupar um lugar de destaque junto às organizações na medida em que propiciam condições estimulantes para o ensino, o treinamento e a simulação de decisões tanto gerenciais quanto operacionais (NAZÁRIO, 2000; ELGOOD, 1988).

Através dos jogos os participantes podem vivenciar e testar condições simuladas da realidade analisando, posteriormente, as consequências de suas escolhas. Isso abre a possibilidade de se poder, virtualmente, errar e voltar atrás em um mercado competitivo que pune cada vez mais severamente os erros cometidos (ORNELLAS; CAMPOS, 2003a).

Planejamento Logístico


Segundo Russomano, 2000, a necessidade de se planejar algo deve-se ao fato de existir uma inércia natural intrínseca ao processo decisório. Essa inércia significa o tempo que, necessariamente, deve transcorrer entre a tomada de uma decisão até o surgimento de seu efeito. Diferentes decisões demandam diferentes tempos para gerarem efeitos devido às suas diferentes inércias.



O planejamento logístico tem por objetivo lidar com duas questões centrais em gerenciamento da cadeia de suprimentos: os objetivos do serviço ao cliente e os custos logísticos globais (BALLOU, 2001, 1993; BOWERSOX; CLOSS, 2001; DELANEY, 1995).


Ballou (2001) compara este tipo de planejamento a um triângulo de tomada de decisões em cujos lados se encontram três das principais áreas-problema responsáveis pelos custos logísticos globais: estoque, transporte e localização. No centro do triângulo estariam os objetivos do serviço ao cliente que seriam o resultado da estratégia formulada nessas três áreas pertinentes. A Figura 2 retrata esquematicamente esta relação.

O jogo que será apresentado procura mostrar a complexidade dos problemas logísticos diante da dinâmica das atividades presentes na cadeia. Pretende-se também expor como estes problemas podem ser mitigados ou agravados de acordo com as táticas utilizadas no planejamento logístico a ser implementado por cada participante ou equipe na tentativa de lidar com o nível de serviço ao cliente e os custos logísticos globais (Figura 3). O jogo aborda como elemento norteador do planejamento logístico as estratégias de transporte e de estoque (Figura 2) que, por sua vez, se desdobram na simulação das principais decisões relacionadas às atividades de movimentação e estocagem presentes na logística.

A sistemática do jogo

A sistemática do LOG IN constitui-se em uma série de tarefas ordenadas passo-a-passo onde jogadores/equipes interagem com o administrador recebendo e enviando arquivos com informações, relatórios e decisões, estabelecendo um ciclo que é repetido a cada rodada (a Figura resume este ciclo e mostra as tarefas que o compõe).

A interação entre as equipes também é permitida, devendo as regras serem acordadas antes do início do jogo, a critério do administrador.


A principal tarefa presente na dinâmica do LOG IN é a tomada de decisões que cada equipe executa após o recebimento e análise dos dados e informações enviados pelo administrador (Figura 7, Passo 2). Cada uma dessas decisões aborda conceitos de suma importância que se interagem e fazem parte do cotidiano do gerenciamento da cadeia de suprimentos da grande maioria das empresas dos diversos setores produtivos.

No jogo, essas decisões são inter-relacionadas e seqüencialmente dispostas de maneira a reproduzir o mais fielmente possível a lógica de estratégia de atuação das empresas. A Figura abaixo, a seguir, descreve resumidamente essa seqüência.

A seguir são apresentadas as principais telas do LOG IN. O jogo inicia-se com uma escolha que traz ao usuário (mediante a entrada de senha específica) duas possibilidades: entrar como jogador ou como administrador. Cada uma das opções dá acesso, respectivamente, a duas principais telas do jogo: a tela de controle do jogador e a tela de controle do administrador. Juntas elas são responsáveis por permitir a execução de todas as funções presentes no jogo, além de conterem gráficos e informações relevantes de acesso rápido para o monitoramento do desempenho das equipes e do próprio andamento das partidas.

Não obstante a isso, nesta pesquisa estabeleceu-se um modelo da realidade e buscou-se verificar o quão adequadamente ele correspondia à realidade concreta. Os fatos aqui levantados e analisados mostram que, apesar das limitações apontadas, há uma boa concordância entre o modelo e a realidade observada. Isto estimula a continuação dos estudos, entre os quais este trabalho aqui resumido representa apenas um começo, em face das várias possibilidades de desdobramento.


Conclusão

Um jogo de empresas não pode deixar de apresentar algumas caracterísiticas como ser capaz de iniciar uma partida,colocando seus jogadores em condições iguais de disputa,definir clararamente seu vendecedor,apresentar componentes lúdicos capaz de torná-lo atrativo e dispor de variáveis com um determinado grau de imprevisibilidade.

Apesar das limitações, há uma boa concordância entre o modelo e a realidade, estimulando a continuação dos estudos entre os quais o trabalho realizado representa apenas um começo das várias possibilidades de desdobramento.



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